sábado, 6 de outubro de 2012

Uma tarde de domingo


Era uma tarde de domingo
Eu tocava violão,
     os sons eram
                  uma tentativa.

Eles saiam,
        alquebrados...
                  eles gritavam

Era uma tarde de domingo
daquelas em que fingimos
     que não nos importamos
     que simplesmente
             não nos importamos

Era uma tarde de domingo
Propícia a procrastinação,
   com sorte, a criação.

Era uma tarde de domingo
       e o menino brincava
       com os gatos como se eles
       fossem brinquedos
       até que eles
       cansaram e
o engoliram.

Era uma tarde de domingo,
depois de um almoço de domingo
com macarrão,
     refrigerante e
              sobremesa.

E nessa tarde de domingo,
   eu tocava violão.
E nessa tarde, o menino morreu

Eu matei ele, com meu violão
e servi num banquete
     aos sapos e banqueiros negligentes,
            e mentirosos e viciados em trabalho
e pernas peludas.

E eles comeram o garoto
     Falando sobre Paris e a perestroika
        que um dia vai ocorrer
        em nossas vidas.

Cresci e virei gente no Paraíso





                Cresci e virei gente no Paraíso
                Fiz primeiros amigos, perdi, rompi, fiz segundos, terceiros, perdi um bocado- ganhei um ou mais no fim.
                apaixonei
                brinquei na rua,
                chegava em casa as nove
                quebrava dentes
                corria, chorava
                e era criança.

                Nem sempre tudo era bom
                coisas ocorreram,
                chantagem, brigas e
acabo indo embora

                Fui embora
                pela morte, por sei lá que motivos
                deixei o sorvete de morango, a mansão de maracujá, os amigos e muita coisa.

                E ainda lembro do Du- menino que morava em frente da minha primeira casa
                estávamos na praça
                abrindo figurinhas
                ele perguntou
                “Você vai embora?”
                eu olho pro chão, e falando
                de assuntos diferentes...

                Sim

sábado, 25 de agosto de 2012

Apresentação

Nome: Fábio Jota

Data de Nascimento: 21/07/1996

Ocupação: estudante do ensino médio. poeta, baixista, romancista. Estudante.

Fale sobre você mesmo: 16 anos, moro em Belo Horizonte. Classe média, não sei se alta ou baixa, acho que média-média. Acostumado com sucrilhos no prato. Além de estudar, poetiso, toco baixo, perco tempo nas redes sociais, leio, me masturbo, saio com meus amigos, assisto filmes, ouço música. Não faço uso de substâncias ilicitas, não tenho tumblr, twitter ou transa, não assisto novela, anime, televisão, na verdade, só as vezes. Já assisti seriados, enjoei. Só Fringe, hoje em dia. Leio bastante, romances, quadrinhos, poesia, filosofia. Escuto música, no ipod rosa de 8gb (Velvet Underground, Lou Reed, David Bowie, Joy Division, Radiohead, Smiths, Marilyn Manson, Patti Smith, Iggy Pop, Sonic Youth, Mutantes, Criolo, etc). Assisto filmes no dvd, com os discos que alugo.(hipster?) Mal humorado, irritado, metido, pedante. Pseudo alguma coisa, pseudo nada. Engraçado. Bonito/feio, varia. Cético, talvez pessimista. De esquerda, mas não socialista, anarquista nem petista. Sonho em ser poeta, em ser artista, em ser pensador. Inspirações? Andy Warhol, Allen Ginsberg, Kerouac, Lourenço Mutarelli, Bukowski, Rodchenko, Bowie, Reed, Morrisey, Kubrick, Ian Curtis, Lord Byron,  Carlos Drummond, Alan Moore, George Orwell, Neil Gaiman, Ferlinghetti, Machado de Assis, Grant Morrison, Angeli, Thom Yorke, Bob Dylan, Patti Smith, Oiticica. Uma meta é ultrapassar pelo menos um desses, pra ficar alegre. Não feliz. Não acredito em felicidade, deus ou no futuro. No meu, do planeta e da humanidade. Sou vegetariano. Gosto de café, chocolate e brocólis. Odeio turismo, turistas, guias, agencias de turismo, angu, Nicholas Sparks, lições de vida, homofóbicos, gente que acha errado ser "cult"-seja lá o que isso signifique-, gostar de arte e buscar conhecimento, física, automutilação, as pessoas que eu não conheço(até que me provem do contrário), jiló, pessoas que vão a academia, pessoas que tem um desejo sexual absurdo e aparentemente, vivem pelo sexo. Gosto da feijoada vegetariana e de dormir com dois travesseiros.Nasci em Belo Horizonte, morei em São Paulo, São Sebastião do Paraíso, Bom Sucesso, e de volta a Belo Horizonte. Minha mãe morreu, ainda tenho meu pai. Não quero casar, não quero ter uma vida, não quero a salvação eterna. Não transmitirei o legado de nossa miséria. Serei imortal. Ou morrerei.